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TNDMII

Na linguagem comum, quando se quer referir a grandes feitos, é habitual falar-se em odisseias e por elas entender-se façanhas incomuns, muitas vezes utópicas. Este desafio a que se propõe o Teatro Nacional D. Maria II cita o poema épico grego, procurando o lugar do ideal, mas com os pés bem assentes na terra ou, melhor dizendo, em todo o território português.
Durante o ano de 2023, o Teatro irá disseminar a sua atividade artística, envolvendo as populações, os agentes culturais e as administrações autárquicas de mais de 90 concelhos. Tal como a epopeia homérica, esta Odisseia Nacional é também um retorno ao espaço onde sempre residiu a missão pública do D. Maria II: a amplitude do território nacional.
A programação desta odisseia procura democratizar exponencialmente a oferta teatral, fomentando a criação artística local, com projetos intergeracionais e inclusivos, que refletem a diversidade do país, a partir de escalas regionais. Propõe-se, ainda, a relacionar o pensamento contemporâneo com as identidades locais, aproximando as comunidades de novas linguagens artísticas.
Em 2023, o Teatro Nacional D. Maria II estará presente em todas as regiões de Portugal continental, Açores e Madeira, com uma programação que integra centenas de propostas agrupadas em cinco programas — Peças (espetáculos), Atos (projetos de participação), Frutos (atividades para o público escolar), Cenários (eventos de pensamento) e Nexos (formação) — e ainda uma Exposição.
Uma empreitada que, através do teatro, pretende retratar dimensões fulcrais da atividade cultural em Portugal, criando uma reflexão aprofundada sobre as diversas realidades e promovendo uma maior coesão territorial com lastro para os anos vindouros.

Ouvidos ao Vento

Apresentou-se no último fim de semana o trabalho que vimos realizando em Beja, para o Atos da Odisseia Nacional do Teatro Nacional Dona Maria II.
Ouvidos ao Vento foi um percurso artístico nos espaços do maravilhoso edifício da Santa Casa da Misericórdia, que envolveu cerca de 4 dezenas de pessoas de Beja ao vivo, e umas tantas outras no processo. Foi um projecto intenso, denso, mas muito bonito e impactante para nós. O resultado apresentado, no sábado, 11 e domingo, 12, foi o culminar de uma reflexão acerca da escuta, do debate, da abertura, da participação.
Aqui fica a nossa sinopse e fotos de sábado, do João Roldão.

Ouvidos ao vento

A voz do outro, dos outros. A minha voz com a dos outros. O que muda na minha voz quando se junta à voz das pedras e dos animais, à do vento e do sol, à do vinho, da fúria, do amor, à voz da calma, do sono, à voz do mel, à voz do corpo.

Na bagagem que cada uma dessas vozes traz invoca-se o sagrado e o profano, o trabalho e a intimidade, o individual e o social.

Por meio de um intenso trabalho de recolha, pesquisa, experimentação, reflexão e debate de ideias, criaremos um desassossego de ideias, com pés assentes na terra, com vozes que soam a Beja.

Dizes amar a liberdade
De fazer e de pensar
Eu sou livre quando canto
Ninguém tem de me escutar

Destaque na revista Ítaca

A ondamarela está em destaque na 3ª edição da Ítaca, a revista do Teatro Nacional D. Maria II.
Acompanhando o nosso trabalho na Odisseia Nacional, falámos de como começámos, da nossa visão, do que nos interessa fazer.

Espreitem, esperamos que gostem!

Link aqui:
https://www.tndm.pt/pt/revista-itaca-2-2/

Cenários Presentes

Este fim de semana estaremos no Cenário Presentes, do Teatro Nacional D. Maria II, a conversar acerca de coisas importantes com pessoas de quem gostamos.
Venham a Torres Vedras!

Nós, Quem Somos?

 

Já inventei formas de massajar as pálpebras.
Faz-me falta o sal.
Se soubesse, voava.
Tenho medo de morrer.

 

 

Nós, quem somos?‘ é a interrogação, transformada em projeto, que guiou o trabalho da ondamarela em Castelo Branco.
No fim-de-semana passado, foi o momento de apresentação do projeto que explora a matéria de que são feitos os laços de uma comunidade. No Mercado Municipal de Castelo Branco, os elementos que participaram no projeto, uma nova comunidade, apresentaram a sua voz, descoberta a partir da palavra, do teatro e da música, e revelaram os diferentes laços que formaram um novo “nós”.
E ficámos ligados, para sempre, a um grupo de pessoas tão diverso, tão especial, tão único.

Bem-Hajam!

Agradecimentos muito especiais ao Cine-Teatro de Castelo Branco e ao Município, à InterrogAção, à Escola Profissional do Conservatório de Castelo Branco, à Amato Lusitano-Associação de Desenvolvimento, à Art’Kompany, à Universidade Sénior Albicastrense – USALBI, ao Teatro Tramédia e à “Nós com os Outros-8G”.

O programa Atos é uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian

 


Fotos de João Roldão

Vida Real – Odisseia Nacional

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Terminou, sábado, uma aventura de ÁGUA e LUZ, AMOR e MEDO, MEMÓRIA e POESIA, HOJE e MÚSICA. Foram dias preenchidos, quase sem espaços vazios, a fazer o que mais gostamos, da nossa forma preferida: JUNTOS.
Obrigado a este grupo maravilha que dificilmente vamos esquecer. Obrigado ao grupo de teatro do Centro Cultural Lordelense, ao grupo Bombos Águias da Lage, ao Coro Misto Mouçós, à Associacaodc Lage e a todos os outros participantes que, individualmente, aceitaram este desafio através da open call. Obrigado equipa maravilha, Lais e Simão que connosco fizeram acontecer. Obrigado Léa Prisca Lopez e André Pato pela ajuda essencial e pelas boas energias, sempre.
Obrigado ao Teatro Nacional D. Maria II e Fundação Calouste Gulbenkian por esta Odisseia e por este desafio e ao Teatro de Vila Real pelo incrível acolhimento.

ondamarela no Atos – Odisseia Nacional

A ondamarela também faz parte da Odisseia Nacional do Teatro Nacional D. Maria II.
É um orgulho fazer parte de um programa que descentraliza e democratiza a criação e a participação cultural, lado a lado com tanta gente de que gostamos muito. Vamos a isto!
#odisseianacional

foto de Pedro Sardinha (Bida Airada)